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Natureza ... na preparação de elenco • foto sandra alves

A caminhada é longa e em silêncio. É o inicio, de todos os dias e de uma jornada. Não há respostas e as dúvidas brotam assim como as pegadas no chão sagrado da realeza verde da mata. É preciso concentração. É preciso vigor. Reflexão. Ação. Exposição.

Vera Longo na mata pra preparação de elenco • foto sandra alves

Assim tem sido a vivência dos atores de Rendas no Ar, que estão exercitando e aprimorando os sentidos durante a preparação de elenco com Christian Duurvoort.

Christian Duurvoort em caminhada matinal da preparação de elenco • foto sandra alves

Christian é ator, diretor e foi responsável pela preparação dos atores de produções como Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa e Cidade dos Homens.
A preparação para Rendas no Ar acontece no espaço da ONG Usina da Alegria Planetária, sediada em Cotia-SP, e produtora associada do longa-metragem. Após a temporada paulista, o grupo continua as atividades em Santa Catarina.

preparação de elenco • foto sandra alves

Christian Duurvoort e Vanderlei Silva na preparação de elenco • foto sandra alves

O elenco é formado por Marina Albuquerque, Chico Caprário, Renato Turnes, Nara Sakarê, Rejane Arruda, Lilih Curi, Deborah Finocchiaro, Melissa Ferreira, Marco Canonici, Ilze Körting, Angélica Figuera, Vanderlei Silva, Ivo Müller, Luciano Martins e Souza.

Christian Duurvoort , Vanderlei Silva e Ivo Müller em leitura de roteiro, durante a preparação de elenco • foto sandra alves

Através do método do Ator Imaginário ( http:\\atorimaginario.wordpress.com ), criado por Duurvoort, os atores buscam o auto conhecimento, a sua auto cura, a lembrança de conflitos e principalmente a sua própria força. A partir destes exercicios, vão se definindo as personagens e suas nuances.

Quer saber mais? Acompanhe um pouco desse rico universo de Rendas no Ar.

Natureza ... na preparação de elenco • foto sandra alves

Atrizes Marina Medeiros e Rejane Arruda na preparação de elenco com Christian Duurvoort • foto sandra alves

Tem sido intenso e com muito prazer.
Tenho uma preparação minimalista feito sushi, que eu adoro.
Estou no meio e ainda tenho a Lilith…
Eu abri mão de planejamento. Estou em crise criativa jorrando por todos os lados.
Os atores estão rendendo muito. A proximidade, ou melhor a intimidade que se estabelece com a equipe de arte, sobretudo com o trabalho do Kabila, inspira todos nós.
O vento, a luz, as caminhadas em silêncio, as palavras benditas, os olhares, a convivência, o chão sagrado, o corpo sagrado, o dia, carpe diem, a Pamela, as atrizes, os atores, as relações… tudo inspira.
Temos interagido com tudo isso ao invés de nos fecharmos numa sala estamos expandindo. Feito poesia que quando se lê preenche o espaço.
• foto sandra alves “] 

Atrizes Nara Sakarê e Angélica Figuera na preparação de elenco com Christian Duurvoort • foto sandra alves

Personagens Lilith e Ana na preparação de elenco com Christian Duurvoort • foto sandra alves

Meu objetivo inicial é baixar a ansiedade para que possamos gozar de nossa imaginação e das nossa capacidade de atuação. Os atores do elenco são todos muito bons. Independente de sua formação. As escolhas foram excelentes até agora.

Atores Marina Medeiros, Angélica Figuera, Ivo Müller e Vanderlei Silva na preparação de elenco com Christian Duurvoort • foto sandra alves

Christian Duurvoort e Ivo Müller na preparação de elenco • foto sandra alves

A nossa dinâmica de trabalho é assim: Todo dia caminhamos uma hora e depois improvisamos por 15 ou 20 minutos. Todos entendem o sentido disso. Ir pela estrada a fora é ir ainda mais para dentro de sua natureza. Cada dia aquela paisagem muda em homenagem a aquela personagem ou tema que estamos trabalhando.
Eu trabalho primeiro por temas depois relações, situações e depois personagens. Estabelecemos nosso material e nos apropriamos do material do roteiro com toda liberdade. O processo equivale a uma re-escrita do roteiro.

Atores Marina Medeiros, Angélica Figuera, Ivo Müller e Vanderlei Silva na preparação de elenco com Christian Duurvoort • foto sandra alves

Meu propósito é fortalecer as motivações dos atores para que possam agir e se permitir ver, do modo que está estabelecido no roteiro. Ao mesmo tempo desenvolvemos nuances, texturas, tramas internos e externos para preencher os espaços da dramaturgia e interagir com as paisagens que os humanos e o ambiente criam.

Natureza no entorno da região do sítio da Usina da Alegria Planetária, produtora associada do filme Rendas no Ar, que está acolhendo a primeira fase da preparação de elenco • foto sandra alves

Vera Longo e Christian Duurvoort em caminhada matinal da preparação de elenco • foto sandra alves

O feminino, a Morte, o Sexo, as convenções, o apego são temas do filme Rendas no Ar, que agora evoluem para a perda de si, a entrega, a tolerância, a luxúria, a devoção, a exclusão são os temas desta segunda semana. Já na terceira será a Destruição, que por si só não permite outros temas mas variações: Submersão, Lama, Caos, Explosão, Peste, Raiva, Guerra,… que levam, se houver sobreviventes, a um novo começo onde algo que foi arrancado do seu conforto encontra uma Paz.
Escrevo no calor do momento por que não sei se terei tempo para mais… Texto Christian Duurvoort
Conheça mais:  http://atorimaginario.wordpress.com/

Christian Duurvoort na preparação de elenco do longa Rendas no Ar • foto sandra alves

preparação de elenco • foto sandra alves

FILME “RENDAS NO AR” REALIZA O WORKSHOP: TRAMAS – PROCESSO COMPARTILHADO DE CRIAÇÃO DE CENOGRAFIA E FIGURINO, EM FLORIANÓPOLIS.

Dentro da proposta de compartilhamento de saberes do longa de ficção Rendas no Ar, da diretora Sandra Alves e da VAGALUZES FILMES, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP, produtora associada da direção de arte, abre seu processo criativo no Workshop Tramas, que se realizará na Casa das Máquinas – Fundação Cultural Franklin Cascaes  a partir do dia 16 de Maio. Destinado a artistas, artesãos, rendeiras e à comunidade de Santa Catarina, o workshop tem como objetivo a aproximação do fazer cinematográfico, trocando saberes e práticas, e reconstruindo aspectos da memória local.

O workshop é gratuito e será coordenado por Kabila Aruanda, Renato Bolelli Rebouças e Giselle Peixe, da equipe de direção de arte do filme, e funcionará como um ateliê compartilhado no qual os participantes poderão colaborar na produção dos figurinos e cenografia.

Com larga experiência na troca interdisciplinar, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP têm desenvolvido projetos baseados na reinserção de materiais e recursos, propondo alternativas ao fazer artístico.

Muitas roupas e materiais descartados podem servir de base para o desenvolvimento de novas idéias, permitindo uma experimentação de linguagens e formas. Esta prática tem sido desenvolvida pela USINA, pois além do caráter sustentável da ação, possibilita o contato com a memória inscrita nas peças. Materiais e padronagens extintas podem ser reinseridos, auxiliando de forma criativa o trabalho de construção do imaginário de uma época.

O workshop oferece possibilidades de criação em colaboração, aproximando fazeres, atualizando conhecimentos e repertórios, práticas tradicionais e atuais.

A escolha da Casa das Máquinas/FFC como local para sua realização aproximará o universo das tramas com a própria tradição das rendeiras do Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis, convidadas especialmente a participar do evento. A presença das rendeiras propiciará reflexão e valorização de sua herança cultural.

No período do evento, enquanto os participantes atuam, o atelier estará aberto para visitação, recebendo o público que poderá acompanhar os detalhes desta produção tão instigante, e ainda contribuir doando peças antigas para a equipe. Serão aceitas rendas, roupas antigas, acessórios, fotografias, móveis e objetos marcados pelo tempo, inclusive com manchas, rasgados ou quebrados que poderão estar presentes em cena, na história situada no final do século XIX, na antiga Desterro.

Sobre a direção de Arte de Rendas no Ar

A direção de arte do filme Rendas no Ar tomou como elemento para a construção da visualidade a renda. Este fazer, tão característico do litoral brasileiro e, em especial, da cidade de Florianópolis, através da tradição açoriana, há séculos é construído por mulheres, definindo, assim, uma poética do feminino.

No filme, essa tradição centenária ocupa papel polissêmico, seja compondo figurinos e cenários enquanto objeto temporal, seja de forma metafórica quando presente em imagens‐expressão de dualidades: cheios/vazios, presenças/ausências, visível/invisível, firmeza/delicadeza, fazer/desconstruir, prever/interromper.

Expressão do sutil, do paciente e do belo, parceira das redes que capturam peixes, a renda de bilro é aqui sinal de vida e de duração, transcorrência, tempo. O tripé TRADIÇÃO‐MEMÓRIA‐INVENÇÃO define a pesquisa, conduzida através da investigação prática das rendas. A renda servirá como referência para a criação de figurinos e para a construção de camadas da espacialidade. Trazemos para o alcance da lente um conjunto destas tramas, coletadas e confeccionadas, incentivando a produção e tradição local e valorizando seu fazer como arte.

Além das rendas, objetos, indumentária e materiais vindos de diferentes locais e com memórias próprias, vindos dos moradores de Florianópolis e de outras cidades, somam-se à beleza e ao mistério da locação da Ilha de Anhatomirim num conjunto expressivo muito especial.

Funcionamento

CARGA HORÁRIA: 25 horas

ENCONTROS: de 16 a 20 de maio. Segunda a sexta‐feira, das 10h as 12h e das 14h às 17h.

PÚBLICO‐ALVO: rendeiras, artistas têxteis, figurinistas, estilistas, cenógrafos, diretores de arte, artistas visuais, estudantes das áreas e demais interessados.

VAGAS: total 25 vagas.

INSCRIÇÕES: As rendeiras poderão inscrever‐se diretamente no Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis. Outros interessados devem inscrever‐se pelo e‐mail comunicacao@vagaluzesfilmes.com.br mediante envio de carta de interesse. A seleção será feita por ordem de inscrição.

MATERIAIS NECESSÁRIOS: Papel para desenho de livre escolha, instrumentos para desenho de livre escolha (lápis, canetas, hidrocor, etc.), material de costura e bordado (agulhas, linhas de sua preferência, e outros de seu interesse), tesoura, bastidor para bordado.

*HAVERÁ EMISSÃO DE CERTIFICADO NO FINAL DO CURSO PARA FREQUÊNCIA SUPERIOR A 75%.

Contatos

VAGALUZES FILMES [48] 9656.1867

comunicação@vagaluzesfilmes.com.br

http://www.vagaluzesfilmes.com.br

https://vagaluzesfilmes.wordpress.com/

https://www.facebook.com/RendasnoAr

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA [11] 4703.5614

usinadaalegriaplanetaria@hotmail.com

http://www.usinadaalegriaplanetaria.blogspot.com

Breves Históricos

VAGALUZES FILMES

Empresa produtora de conteúdo audiovisual, a VAGALUZES FILMES realiza projetos artísticos, educativos, culturais e socioambientais em cinema, televisão, fotografia e artes visuais. Celebra a parceria entre a realizadora audiovisual, fotógrafa e artista visual SANDRA ALVES e VERA LONGO, psicóloga, educadora e realizadora. Adota como foco principal de atuação a integração artística-eco-sócio-cultural, nos processos de comunicação e desenvolvimento humanos. Empresa registrada na ANCINE/Agência Nacional de Cinema. Associada ao Programa Cinema do Brasil/Apex/MinC; Afiliada ao SantaCine – Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina.

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA

A Usina da Alegria Planetária é um grupo de criação que valoriza o artesanal, o feito à mão, a criatividade, o trabalho coletivo e as ações baseadas na parceria. Acreditamos na transformação planetária através da transformação do ambiente interno dos indíviduos e de sua relação com o mundo.

Seguindo os fundamentos da restauração e do ciclo, e empregando técnicas como a tecelagem, estamparia, marcenaria, assemblage e outras artes aplicadas, a Usina da Alegria Planetária pretende construir oficinaescola de reaproveitamento de materiais, abrindo oportunidades também à educação para a sustentabilidade, sensibilização à arte e a geração de renda.

Realiza projetos e oficinas para desenvolvimento de produtos (sacolas ecológicas, figurinos para teatro, indumentária ritual de candomblé, livros artesanais, bijouterias, cenários, mobiliário reciclado entre outros) baseados nos conceitos de reinserção, reuso e revitalização de materiais, buscando a conscientização e reflexão pelo trabalho transformador a partir da busca do novo e da ligação com o belo.

Projetos realizados: Sacológicas (desde 2007), Livros artesanais Vozes de N.A. Poema Preta, Eu sou o que eu rezo pra mim, Ilustre e Livro de Sabedorias (2008), Workshop Arqueologia da Roupa ‐ São Paulo (2009), Exposição cenográfica Árvore da Vida – SESC Pinheiros (2010).

KABILA ARUANDA

É figurinista, estilista e artista plástico, professor de desenho de moda. Desde 1988 vem fazendo trabalhos para a televisão (Rede Globo Chico Total, Rede Record – Turma do Gueto), teatro (Sonho de uma Noite de Verão, direção de José Ronaldo Faleiro; Sim, Eu Sei, direção de Nando Moraes; As Criadas, direção de José Sizenando de Moraes; Grupo de clown A Tormenta; Companhia Bonecos Urbanos; Teatro de Paisagem – espetáculo Inversão e cinema (Anésia, um Vôo no Tempo, com direção de Ludmila Ferola; Os Camaradas, de Bruno de Andrade; Ela Perdoa), entre outros. Desenvolve junto a sua comunidade o projeto Sacológicas, de criação e produção de sacolas de tecid reaproveitado, que pretende contribuir para a redução do consumo de sacolas plásticas. É idealizador do projeto Usina da Alegria Planetária, um centro de criação, desenvolvimento e gestão de projetos artísticos sustentáveis, em implantação em Cotia-SP.

RENATO BOLELLI REBOUÇAS

Arquiteto, diretor de arte e cenógrafo. Diretor de arte do Grupo XIX de Teatro de 2004 a 2009, com quem realizou Residência Artística na Vila Maria Operária Zélia/SP, onde desenvolveu os espetáculos Hygiene (2005) e Arrufos (2008), sendo por este vencedor do Prêmio Shell de Melhor Cenografia e vencedor de Melhor Projeto Visual pelo Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se direção de arte para os espetáculos, O animal na sala – 2009 (Linhas Aéreas), com direção de Renata Melo, Vestígios, de Marta Soares (2010); Anjo Negro + A Missão, São Paulo e Alemanha (2008); Negrinha (2007), monólogo com a atriz Sara Antunes, que recebeu prêmio de Melhor Cenografia no Festival de Teatro de Piracicaba; Memória da

Chuva (2009), a convite do Contact Theatre, Manchester/UK. Ainda atua em ópera – Les Troyens –  XIII Festival de Ópera de Manaus (2009) e cinema Corpo Presente (telefilme para a TV Cultura,2009). Mestre pela ECA/USP sobre as relações entre teatro, espaço e memória, percorrendo a trajetória do Grupo XIX na ocupação de espaços não-convencionais e professor do curso de pós-graduação em Design de Interiores na FAAP/SP.

GISELLE PEIXE

Museóloga, especialista em documentação museológica, com vasta experiência em museus  e patrimônio cultural, com ênfase em organização institucional e tratamento de acervos. Atuou no Museu de Arte Sacra de São Paulo e participou de projetos no Museu Paulista da USP, Museu Arquidiocesano de Mariana (MG), Departamento de Museus e Arquivos do Estado de São Paulo, Divisão de Iconografia e Museus da Prefeitura de São Paulo, Klabin, Museu da Imigração (SP), entre outras instituições públicas e particulares. É coordenadora da empresa Jequitibá Cultural Patrimônio, Educação e Arte. Participou do museu A CASA – Museu do Objeto Brasileiro, integrando, entre outros, o projeto Moda e Artesanato (2002), com a participação do estilista Walter Rodrigues, e em parceria com estudantes de design da Escola de Design de Eindhoven – Holanda, e ainda o projeto Cultura e Renda: Preservação e Difusão da Renda de Bilro (2008), realizado no Morro da Mariana – Piauí, com patrocínio da Petrobrás Cultural.

Apoio Cultural
INSTITUTO HARMONIA NA TERRA
JEQUITIBÁ CULTURAL
MUSEU DO LIXO
PONTO DO PÃO
RESTAURANTE CENTRAL
HOEPCKE BORDADOS
CASAS DAS MÁQUINAS/FFC
CENTRO DE REFERÊNCIA DA RENDAS DE BILRO DE FLORIANÓPOLIS/FFC

Apoio Institucional
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE
FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM/MIS-SC
CINEMATECA CATARINENSE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA/UFSC
PROJETO FORTALEZAS/UFSC
FUNDAÇÃO CULTURAL FRANKLIN CASCAES