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FILME “RENDAS NO AR” REALIZA O WORKSHOP: TRAMAS – PROCESSO COMPARTILHADO DE CRIAÇÃO DE CENOGRAFIA E FIGURINO, EM FLORIANÓPOLIS.

Dentro da proposta de compartilhamento de saberes do longa de ficção Rendas no Ar, da diretora Sandra Alves e da VAGALUZES FILMES, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP, produtora associada da direção de arte, abre seu processo criativo no Workshop Tramas, que se realizará na Casa das Máquinas – Fundação Cultural Franklin Cascaes  a partir do dia 16 de Maio. Destinado a artistas, artesãos, rendeiras e à comunidade de Santa Catarina, o workshop tem como objetivo a aproximação do fazer cinematográfico, trocando saberes e práticas, e reconstruindo aspectos da memória local.

O workshop é gratuito e será coordenado por Kabila Aruanda, Renato Bolelli Rebouças e Giselle Peixe, da equipe de direção de arte do filme, e funcionará como um ateliê compartilhado no qual os participantes poderão colaborar na produção dos figurinos e cenografia.

Com larga experiência na troca interdisciplinar, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP têm desenvolvido projetos baseados na reinserção de materiais e recursos, propondo alternativas ao fazer artístico.

Muitas roupas e materiais descartados podem servir de base para o desenvolvimento de novas idéias, permitindo uma experimentação de linguagens e formas. Esta prática tem sido desenvolvida pela USINA, pois além do caráter sustentável da ação, possibilita o contato com a memória inscrita nas peças. Materiais e padronagens extintas podem ser reinseridos, auxiliando de forma criativa o trabalho de construção do imaginário de uma época.

O workshop oferece possibilidades de criação em colaboração, aproximando fazeres, atualizando conhecimentos e repertórios, práticas tradicionais e atuais.

A escolha da Casa das Máquinas/FFC como local para sua realização aproximará o universo das tramas com a própria tradição das rendeiras do Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis, convidadas especialmente a participar do evento. A presença das rendeiras propiciará reflexão e valorização de sua herança cultural.

No período do evento, enquanto os participantes atuam, o atelier estará aberto para visitação, recebendo o público que poderá acompanhar os detalhes desta produção tão instigante, e ainda contribuir doando peças antigas para a equipe. Serão aceitas rendas, roupas antigas, acessórios, fotografias, móveis e objetos marcados pelo tempo, inclusive com manchas, rasgados ou quebrados que poderão estar presentes em cena, na história situada no final do século XIX, na antiga Desterro.

Sobre a direção de Arte de Rendas no Ar

A direção de arte do filme Rendas no Ar tomou como elemento para a construção da visualidade a renda. Este fazer, tão característico do litoral brasileiro e, em especial, da cidade de Florianópolis, através da tradição açoriana, há séculos é construído por mulheres, definindo, assim, uma poética do feminino.

No filme, essa tradição centenária ocupa papel polissêmico, seja compondo figurinos e cenários enquanto objeto temporal, seja de forma metafórica quando presente em imagens‐expressão de dualidades: cheios/vazios, presenças/ausências, visível/invisível, firmeza/delicadeza, fazer/desconstruir, prever/interromper.

Expressão do sutil, do paciente e do belo, parceira das redes que capturam peixes, a renda de bilro é aqui sinal de vida e de duração, transcorrência, tempo. O tripé TRADIÇÃO‐MEMÓRIA‐INVENÇÃO define a pesquisa, conduzida através da investigação prática das rendas. A renda servirá como referência para a criação de figurinos e para a construção de camadas da espacialidade. Trazemos para o alcance da lente um conjunto destas tramas, coletadas e confeccionadas, incentivando a produção e tradição local e valorizando seu fazer como arte.

Além das rendas, objetos, indumentária e materiais vindos de diferentes locais e com memórias próprias, vindos dos moradores de Florianópolis e de outras cidades, somam-se à beleza e ao mistério da locação da Ilha de Anhatomirim num conjunto expressivo muito especial.

Funcionamento

CARGA HORÁRIA: 25 horas

ENCONTROS: de 16 a 20 de maio. Segunda a sexta‐feira, das 10h as 12h e das 14h às 17h.

PÚBLICO‐ALVO: rendeiras, artistas têxteis, figurinistas, estilistas, cenógrafos, diretores de arte, artistas visuais, estudantes das áreas e demais interessados.

VAGAS: total 25 vagas.

INSCRIÇÕES: As rendeiras poderão inscrever‐se diretamente no Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis. Outros interessados devem inscrever‐se pelo e‐mail comunicacao@vagaluzesfilmes.com.br mediante envio de carta de interesse. A seleção será feita por ordem de inscrição.

MATERIAIS NECESSÁRIOS: Papel para desenho de livre escolha, instrumentos para desenho de livre escolha (lápis, canetas, hidrocor, etc.), material de costura e bordado (agulhas, linhas de sua preferência, e outros de seu interesse), tesoura, bastidor para bordado.

*HAVERÁ EMISSÃO DE CERTIFICADO NO FINAL DO CURSO PARA FREQUÊNCIA SUPERIOR A 75%.

Contatos

VAGALUZES FILMES [48] 9656.1867

comunicação@vagaluzesfilmes.com.br

http://www.vagaluzesfilmes.com.br

https://vagaluzesfilmes.wordpress.com/

https://www.facebook.com/RendasnoAr

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA [11] 4703.5614

usinadaalegriaplanetaria@hotmail.com

http://www.usinadaalegriaplanetaria.blogspot.com

Breves Históricos

VAGALUZES FILMES

Empresa produtora de conteúdo audiovisual, a VAGALUZES FILMES realiza projetos artísticos, educativos, culturais e socioambientais em cinema, televisão, fotografia e artes visuais. Celebra a parceria entre a realizadora audiovisual, fotógrafa e artista visual SANDRA ALVES e VERA LONGO, psicóloga, educadora e realizadora. Adota como foco principal de atuação a integração artística-eco-sócio-cultural, nos processos de comunicação e desenvolvimento humanos. Empresa registrada na ANCINE/Agência Nacional de Cinema. Associada ao Programa Cinema do Brasil/Apex/MinC; Afiliada ao SantaCine – Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina.

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA

A Usina da Alegria Planetária é um grupo de criação que valoriza o artesanal, o feito à mão, a criatividade, o trabalho coletivo e as ações baseadas na parceria. Acreditamos na transformação planetária através da transformação do ambiente interno dos indíviduos e de sua relação com o mundo.

Seguindo os fundamentos da restauração e do ciclo, e empregando técnicas como a tecelagem, estamparia, marcenaria, assemblage e outras artes aplicadas, a Usina da Alegria Planetária pretende construir oficinaescola de reaproveitamento de materiais, abrindo oportunidades também à educação para a sustentabilidade, sensibilização à arte e a geração de renda.

Realiza projetos e oficinas para desenvolvimento de produtos (sacolas ecológicas, figurinos para teatro, indumentária ritual de candomblé, livros artesanais, bijouterias, cenários, mobiliário reciclado entre outros) baseados nos conceitos de reinserção, reuso e revitalização de materiais, buscando a conscientização e reflexão pelo trabalho transformador a partir da busca do novo e da ligação com o belo.

Projetos realizados: Sacológicas (desde 2007), Livros artesanais Vozes de N.A. Poema Preta, Eu sou o que eu rezo pra mim, Ilustre e Livro de Sabedorias (2008), Workshop Arqueologia da Roupa ‐ São Paulo (2009), Exposição cenográfica Árvore da Vida – SESC Pinheiros (2010).

KABILA ARUANDA

É figurinista, estilista e artista plástico, professor de desenho de moda. Desde 1988 vem fazendo trabalhos para a televisão (Rede Globo Chico Total, Rede Record – Turma do Gueto), teatro (Sonho de uma Noite de Verão, direção de José Ronaldo Faleiro; Sim, Eu Sei, direção de Nando Moraes; As Criadas, direção de José Sizenando de Moraes; Grupo de clown A Tormenta; Companhia Bonecos Urbanos; Teatro de Paisagem – espetáculo Inversão e cinema (Anésia, um Vôo no Tempo, com direção de Ludmila Ferola; Os Camaradas, de Bruno de Andrade; Ela Perdoa), entre outros. Desenvolve junto a sua comunidade o projeto Sacológicas, de criação e produção de sacolas de tecid reaproveitado, que pretende contribuir para a redução do consumo de sacolas plásticas. É idealizador do projeto Usina da Alegria Planetária, um centro de criação, desenvolvimento e gestão de projetos artísticos sustentáveis, em implantação em Cotia-SP.

RENATO BOLELLI REBOUÇAS

Arquiteto, diretor de arte e cenógrafo. Diretor de arte do Grupo XIX de Teatro de 2004 a 2009, com quem realizou Residência Artística na Vila Maria Operária Zélia/SP, onde desenvolveu os espetáculos Hygiene (2005) e Arrufos (2008), sendo por este vencedor do Prêmio Shell de Melhor Cenografia e vencedor de Melhor Projeto Visual pelo Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se direção de arte para os espetáculos, O animal na sala – 2009 (Linhas Aéreas), com direção de Renata Melo, Vestígios, de Marta Soares (2010); Anjo Negro + A Missão, São Paulo e Alemanha (2008); Negrinha (2007), monólogo com a atriz Sara Antunes, que recebeu prêmio de Melhor Cenografia no Festival de Teatro de Piracicaba; Memória da

Chuva (2009), a convite do Contact Theatre, Manchester/UK. Ainda atua em ópera – Les Troyens –  XIII Festival de Ópera de Manaus (2009) e cinema Corpo Presente (telefilme para a TV Cultura,2009). Mestre pela ECA/USP sobre as relações entre teatro, espaço e memória, percorrendo a trajetória do Grupo XIX na ocupação de espaços não-convencionais e professor do curso de pós-graduação em Design de Interiores na FAAP/SP.

GISELLE PEIXE

Museóloga, especialista em documentação museológica, com vasta experiência em museus  e patrimônio cultural, com ênfase em organização institucional e tratamento de acervos. Atuou no Museu de Arte Sacra de São Paulo e participou de projetos no Museu Paulista da USP, Museu Arquidiocesano de Mariana (MG), Departamento de Museus e Arquivos do Estado de São Paulo, Divisão de Iconografia e Museus da Prefeitura de São Paulo, Klabin, Museu da Imigração (SP), entre outras instituições públicas e particulares. É coordenadora da empresa Jequitibá Cultural Patrimônio, Educação e Arte. Participou do museu A CASA – Museu do Objeto Brasileiro, integrando, entre outros, o projeto Moda e Artesanato (2002), com a participação do estilista Walter Rodrigues, e em parceria com estudantes de design da Escola de Design de Eindhoven – Holanda, e ainda o projeto Cultura e Renda: Preservação e Difusão da Renda de Bilro (2008), realizado no Morro da Mariana – Piauí, com patrocínio da Petrobrás Cultural.

Apoio Cultural
INSTITUTO HARMONIA NA TERRA
JEQUITIBÁ CULTURAL
MUSEU DO LIXO
PONTO DO PÃO
RESTAURANTE CENTRAL
HOEPCKE BORDADOS
CASAS DAS MÁQUINAS/FFC
CENTRO DE REFERÊNCIA DA RENDAS DE BILRO DE FLORIANÓPOLIS/FFC

Apoio Institucional
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE
FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM/MIS-SC
CINEMATECA CATARINENSE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA/UFSC
PROJETO FORTALEZAS/UFSC
FUNDAÇÃO CULTURAL FRANKLIN CASCAES

 

 

O média-metragem em 35 mm L’AMAR, de Sandra Alves, faz parte do mais recente cátalogo da Programadora Brasil, de número 194, com o título À Deriva e composto de sete curtas. Esse programa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Cinemateca Brasileira e Centro Técnico do Audiovisual (CTAv), disponibiliza produções do cinema brasileiro em DVD para exibição em circuitos não-comerciais. Com esse lançamento, são mais 206 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens, organizados em 60 DVDs. Ao todo já são 700 títulos, de mais de 600 diretores, principalmente do cinema independente, aos quais o público tem acesso em pontos de exibição gratuitos em 654 cidades do país.

L’AMAR foi o principal vencedor da categoria de curtas do Prêmio Cinemateca Catarinense, em 2001. A ficção poética de 19’ sobre duas mulheres que ficam à deriva durante três dias no mar numa prancha de windsurf, em virtude do fenômeno chamado “calmaria 88”, estreou no 14º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo em 2003 e foi convidado a participar da Seleção Oficial do Festival de CUBA – 28º Festival Internacional del Nuevo Cine Latino-americano em 2004. Integrou o Programa Curta Petrobras às 6 em 2005, participou de diversos festivais nacionais e internacionais, recebendo duas menções especiais, e foi exibido em vários canais de televisão.

http://www.programadorabrasil.org.br/programa/194/

veja ficha técnica aqui: http://www.programadorabrasil.org.br/filme/1051/

 

VAGALUZES GANHA EDITAL DE CINEMA COM LONGA "RENDAS NO AR"

FILME “RENDAS NO AR”, PROJETO DE LONGA-METRAGEM DA VAGALUZES FILMES PREMIADO NO EDITAL DE CINEMA DE SANTA CATARINA. OBA!

poema-presente de Negra Anastácia para Vagaluzes Filmes foto e arte Sandra Alves