Category: SOCIOAMBIENTAL


fotoframe filme percepção de risco / sandra alves

O filme documentário Percepção de Risco, a Descoberta de um Novo Olhar, dirigido por Sandra Alves e Vera Longo, será exibido hoje, 30, às 19 horas, como parte da programação cultural do II Fórum Mundial de Educação Profissional e  Tecnológica, no CentroSul, em Florianópolis. O fórum, que vai até 1º de junho, tem como tema  Democratização, Emancipação e Sustentabilidade.

Melhor longa-metragem do Fricine – 4º Festival Internacional de Cinema Socioambiental de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, o documentário apresenta e aprofunda temas como mudanças climáticas, riscos para a vida, vulnerabilidade, prevenção, desastres climáticos e sociais, em entrevistas com jornalistas, pesquisadores, psicólogos, educadores, artistas, atingidos por desastres, que juntos formam uma teia de reflexões interdisciplinares, num diálogo com imagens de natureza e urbanidade.

O filme é um dos resultados do projeto educativo de mesmo nome da Defesa Civil de Santa Catarina, em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (UFSC).

Site do Fórum Mundial: http://2sitefmept.ifsc.edu.br/index.php?lang=br

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Produção do longa \”Rendas no Ar\” leva o conceito de sustentabilidade à risca em Florianópolis

TEXTO PUBLICADO NO DIÁRIO CATARINENSE • Variedades por Jacqueline Iensen [23/05/2011]

Um pedaço de cetim azul se transforma numa bolsa, retalhos de tecido branco são justapostos e viram xale, uma colcha ganha um corte profundo e surge um casaco. Uma toalha de bilro combinada com restos de renda industrial formam uma mandala, desenho que dá toda a graça ao vestido da protagonista. Nesse ritmo, toma forma uma das primeiras etapas do filme Rendas no Ar, de Sandra Alves e Vera Longo.
A movimentação percebida na última sexta-feira por quem passava pelas imediações da Praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição, onde está o Casarão das Rendeiras, faz parte da Usina da Alegria Planetária, um dos pontos do projeto de realização do longa-metragem.

Reafirma também o plano inicial da construção coletiva proposta pelas diretoras de integrar o ambiente ao roteiro de Rendas no Ar , não contando apenas uma boa história.

O conceito de sustentabilidade do projeto vai além de anunciar metas de neutralização da emissão de carbono, com o plantio de árvores, por exemplo. O respeito ao meio ambiente foi levado à risca. Nenhum material usado nessa etapa da produção é “novo”.

— Tudo que estamos usando é resultado de ações ou de empréstimos — diz a diretora Sandra Alves.

As doações não chegaram em forma de restos de outras histórias, mas em forma de homenagem já que o material foi doado não porque as pessoas desejavam dar uma nova vida para as peças.

— A gente percebia que as peças tinham um grande valor sentimental — comenta.

Na máquina de costura, o diretor de criação Kabila Aruanda combina restos de renda industrial e artesanal criando uma mandala gigante numa saia longa, peça que será usada pela protagonista da história.

Renato Bolelli Rebouças dá os arremates na bolsa, que até pouco tempo atrás era apenas um pedaço de cetim azul.

— A linguagem é pensada de uma forma coerente, universal. Na direção de arte a memória é coletiva — observa Bolelli.

Museóloga da Usina da Alegria Planetária, Giselle Peixe fez a pesquisa do filme. Atividade complexa porque a história se passa no final do século 19 e há poucos registros do comportamento feminino da época. A personagem principal de Rendas é uma mulher que sofre por ter um comportamento fora do padrão daquele período histórico.

— A pesquisa tem que desenhar o comportamento da mulher, como ela sentava, caminhava, carregava uma bolsa naquela época por exemplo. Pela escassez de material usamos as referências — diz Giselle.

Orçado em R$ 880 mil, Rendas no Ar será financiado com recursos do prêmio Cinemateca, com captação de recursos da Ancine. As gravações devem começar em agosto e setembro na Ilha de Anhatomirim e o lançamento será em 2012.

Confira o vídeo do making off de “Rendas no Ar”:

[P.S. IMAGENS DO WORKSHOP NO LINK:

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&section=Geral&newsID=a3320592.htm


foto sandra alves

Dentro dos critérios de sustentabilidade do filme Rendas no Ar, o Instituto Harmonia na Terra fará a neutralização das emissões de carbono durante a produção do filme. Apoiadora cultural do longa-metragem, a OSCIP socioambiental é responsável pelo plantio e manutenção de 300 árvores nativas da Mata Atlântica nos municípios de Paulo Lopes/SC e Cotia/SP, para contribuir com a compensação das emissões das atividades do filme. Duzentas árvores desse total já foram plantadas.

O IHT, sua presidente Patricia Abuhab e o coordenador de Projetos Guilherme Blauth são parceiros de longa data da Vagaluzes Filmes. Os dois educadores fizeram parte da equipe de concepção e conteúdo do Projeto Educativo Percepção de Risco, a Descoberta de um Novo Olhar e foram responsáveis por um curso formação de líderes comunitários do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, nos temas percepção de risco e prevenção de desastres.

O Instituto é uma referência em projetos de formação em ecopedagogia, criação de materiais ecopedagógicos e na conservação da Mata Atlântica. Desde 2001 já plantou e distribuiu em seus projetos educativos mais de 18 mil mudas de árvores nativas, sendo reconhecido, entre outros, com o prêmio Desaquecimento Global da organização BPW, em 2007.

O IHT é afiliado da Carta da Terra Internacional.

http://www.harmonianaterra.org.br

FILME “RENDAS NO AR” REALIZA O WORKSHOP: TRAMAS – PROCESSO COMPARTILHADO DE CRIAÇÃO DE CENOGRAFIA E FIGURINO, EM FLORIANÓPOLIS.

Dentro da proposta de compartilhamento de saberes do longa de ficção Rendas no Ar, da diretora Sandra Alves e da VAGALUZES FILMES, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP, produtora associada da direção de arte, abre seu processo criativo no Workshop Tramas, que se realizará na Casa das Máquinas – Fundação Cultural Franklin Cascaes  a partir do dia 16 de Maio. Destinado a artistas, artesãos, rendeiras e à comunidade de Santa Catarina, o workshop tem como objetivo a aproximação do fazer cinematográfico, trocando saberes e práticas, e reconstruindo aspectos da memória local.

O workshop é gratuito e será coordenado por Kabila Aruanda, Renato Bolelli Rebouças e Giselle Peixe, da equipe de direção de arte do filme, e funcionará como um ateliê compartilhado no qual os participantes poderão colaborar na produção dos figurinos e cenografia.

Com larga experiência na troca interdisciplinar, a USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA-SP têm desenvolvido projetos baseados na reinserção de materiais e recursos, propondo alternativas ao fazer artístico.

Muitas roupas e materiais descartados podem servir de base para o desenvolvimento de novas idéias, permitindo uma experimentação de linguagens e formas. Esta prática tem sido desenvolvida pela USINA, pois além do caráter sustentável da ação, possibilita o contato com a memória inscrita nas peças. Materiais e padronagens extintas podem ser reinseridos, auxiliando de forma criativa o trabalho de construção do imaginário de uma época.

O workshop oferece possibilidades de criação em colaboração, aproximando fazeres, atualizando conhecimentos e repertórios, práticas tradicionais e atuais.

A escolha da Casa das Máquinas/FFC como local para sua realização aproximará o universo das tramas com a própria tradição das rendeiras do Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis, convidadas especialmente a participar do evento. A presença das rendeiras propiciará reflexão e valorização de sua herança cultural.

No período do evento, enquanto os participantes atuam, o atelier estará aberto para visitação, recebendo o público que poderá acompanhar os detalhes desta produção tão instigante, e ainda contribuir doando peças antigas para a equipe. Serão aceitas rendas, roupas antigas, acessórios, fotografias, móveis e objetos marcados pelo tempo, inclusive com manchas, rasgados ou quebrados que poderão estar presentes em cena, na história situada no final do século XIX, na antiga Desterro.

Sobre a direção de Arte de Rendas no Ar

A direção de arte do filme Rendas no Ar tomou como elemento para a construção da visualidade a renda. Este fazer, tão característico do litoral brasileiro e, em especial, da cidade de Florianópolis, através da tradição açoriana, há séculos é construído por mulheres, definindo, assim, uma poética do feminino.

No filme, essa tradição centenária ocupa papel polissêmico, seja compondo figurinos e cenários enquanto objeto temporal, seja de forma metafórica quando presente em imagens‐expressão de dualidades: cheios/vazios, presenças/ausências, visível/invisível, firmeza/delicadeza, fazer/desconstruir, prever/interromper.

Expressão do sutil, do paciente e do belo, parceira das redes que capturam peixes, a renda de bilro é aqui sinal de vida e de duração, transcorrência, tempo. O tripé TRADIÇÃO‐MEMÓRIA‐INVENÇÃO define a pesquisa, conduzida através da investigação prática das rendas. A renda servirá como referência para a criação de figurinos e para a construção de camadas da espacialidade. Trazemos para o alcance da lente um conjunto destas tramas, coletadas e confeccionadas, incentivando a produção e tradição local e valorizando seu fazer como arte.

Além das rendas, objetos, indumentária e materiais vindos de diferentes locais e com memórias próprias, vindos dos moradores de Florianópolis e de outras cidades, somam-se à beleza e ao mistério da locação da Ilha de Anhatomirim num conjunto expressivo muito especial.

Funcionamento

CARGA HORÁRIA: 25 horas

ENCONTROS: de 16 a 20 de maio. Segunda a sexta‐feira, das 10h as 12h e das 14h às 17h.

PÚBLICO‐ALVO: rendeiras, artistas têxteis, figurinistas, estilistas, cenógrafos, diretores de arte, artistas visuais, estudantes das áreas e demais interessados.

VAGAS: total 25 vagas.

INSCRIÇÕES: As rendeiras poderão inscrever‐se diretamente no Centro de Referência da Renda de Bilro de Florianópolis. Outros interessados devem inscrever‐se pelo e‐mail comunicacao@vagaluzesfilmes.com.br mediante envio de carta de interesse. A seleção será feita por ordem de inscrição.

MATERIAIS NECESSÁRIOS: Papel para desenho de livre escolha, instrumentos para desenho de livre escolha (lápis, canetas, hidrocor, etc.), material de costura e bordado (agulhas, linhas de sua preferência, e outros de seu interesse), tesoura, bastidor para bordado.

*HAVERÁ EMISSÃO DE CERTIFICADO NO FINAL DO CURSO PARA FREQUÊNCIA SUPERIOR A 75%.

Contatos

VAGALUZES FILMES [48] 9656.1867

comunicação@vagaluzesfilmes.com.br

http://www.vagaluzesfilmes.com.br

https://vagaluzesfilmes.wordpress.com/

https://www.facebook.com/RendasnoAr

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA [11] 4703.5614

usinadaalegriaplanetaria@hotmail.com

http://www.usinadaalegriaplanetaria.blogspot.com

Breves Históricos

VAGALUZES FILMES

Empresa produtora de conteúdo audiovisual, a VAGALUZES FILMES realiza projetos artísticos, educativos, culturais e socioambientais em cinema, televisão, fotografia e artes visuais. Celebra a parceria entre a realizadora audiovisual, fotógrafa e artista visual SANDRA ALVES e VERA LONGO, psicóloga, educadora e realizadora. Adota como foco principal de atuação a integração artística-eco-sócio-cultural, nos processos de comunicação e desenvolvimento humanos. Empresa registrada na ANCINE/Agência Nacional de Cinema. Associada ao Programa Cinema do Brasil/Apex/MinC; Afiliada ao SantaCine – Sindicato da Indústria Audiovisual de Santa Catarina.

USINA DA ALEGRIA PLANETÁRIA

A Usina da Alegria Planetária é um grupo de criação que valoriza o artesanal, o feito à mão, a criatividade, o trabalho coletivo e as ações baseadas na parceria. Acreditamos na transformação planetária através da transformação do ambiente interno dos indíviduos e de sua relação com o mundo.

Seguindo os fundamentos da restauração e do ciclo, e empregando técnicas como a tecelagem, estamparia, marcenaria, assemblage e outras artes aplicadas, a Usina da Alegria Planetária pretende construir oficinaescola de reaproveitamento de materiais, abrindo oportunidades também à educação para a sustentabilidade, sensibilização à arte e a geração de renda.

Realiza projetos e oficinas para desenvolvimento de produtos (sacolas ecológicas, figurinos para teatro, indumentária ritual de candomblé, livros artesanais, bijouterias, cenários, mobiliário reciclado entre outros) baseados nos conceitos de reinserção, reuso e revitalização de materiais, buscando a conscientização e reflexão pelo trabalho transformador a partir da busca do novo e da ligação com o belo.

Projetos realizados: Sacológicas (desde 2007), Livros artesanais Vozes de N.A. Poema Preta, Eu sou o que eu rezo pra mim, Ilustre e Livro de Sabedorias (2008), Workshop Arqueologia da Roupa ‐ São Paulo (2009), Exposição cenográfica Árvore da Vida – SESC Pinheiros (2010).

KABILA ARUANDA

É figurinista, estilista e artista plástico, professor de desenho de moda. Desde 1988 vem fazendo trabalhos para a televisão (Rede Globo Chico Total, Rede Record – Turma do Gueto), teatro (Sonho de uma Noite de Verão, direção de José Ronaldo Faleiro; Sim, Eu Sei, direção de Nando Moraes; As Criadas, direção de José Sizenando de Moraes; Grupo de clown A Tormenta; Companhia Bonecos Urbanos; Teatro de Paisagem – espetáculo Inversão e cinema (Anésia, um Vôo no Tempo, com direção de Ludmila Ferola; Os Camaradas, de Bruno de Andrade; Ela Perdoa), entre outros. Desenvolve junto a sua comunidade o projeto Sacológicas, de criação e produção de sacolas de tecid reaproveitado, que pretende contribuir para a redução do consumo de sacolas plásticas. É idealizador do projeto Usina da Alegria Planetária, um centro de criação, desenvolvimento e gestão de projetos artísticos sustentáveis, em implantação em Cotia-SP.

RENATO BOLELLI REBOUÇAS

Arquiteto, diretor de arte e cenógrafo. Diretor de arte do Grupo XIX de Teatro de 2004 a 2009, com quem realizou Residência Artística na Vila Maria Operária Zélia/SP, onde desenvolveu os espetáculos Hygiene (2005) e Arrufos (2008), sendo por este vencedor do Prêmio Shell de Melhor Cenografia e vencedor de Melhor Projeto Visual pelo Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se direção de arte para os espetáculos, O animal na sala – 2009 (Linhas Aéreas), com direção de Renata Melo, Vestígios, de Marta Soares (2010); Anjo Negro + A Missão, São Paulo e Alemanha (2008); Negrinha (2007), monólogo com a atriz Sara Antunes, que recebeu prêmio de Melhor Cenografia no Festival de Teatro de Piracicaba; Memória da

Chuva (2009), a convite do Contact Theatre, Manchester/UK. Ainda atua em ópera – Les Troyens –  XIII Festival de Ópera de Manaus (2009) e cinema Corpo Presente (telefilme para a TV Cultura,2009). Mestre pela ECA/USP sobre as relações entre teatro, espaço e memória, percorrendo a trajetória do Grupo XIX na ocupação de espaços não-convencionais e professor do curso de pós-graduação em Design de Interiores na FAAP/SP.

GISELLE PEIXE

Museóloga, especialista em documentação museológica, com vasta experiência em museus  e patrimônio cultural, com ênfase em organização institucional e tratamento de acervos. Atuou no Museu de Arte Sacra de São Paulo e participou de projetos no Museu Paulista da USP, Museu Arquidiocesano de Mariana (MG), Departamento de Museus e Arquivos do Estado de São Paulo, Divisão de Iconografia e Museus da Prefeitura de São Paulo, Klabin, Museu da Imigração (SP), entre outras instituições públicas e particulares. É coordenadora da empresa Jequitibá Cultural Patrimônio, Educação e Arte. Participou do museu A CASA – Museu do Objeto Brasileiro, integrando, entre outros, o projeto Moda e Artesanato (2002), com a participação do estilista Walter Rodrigues, e em parceria com estudantes de design da Escola de Design de Eindhoven – Holanda, e ainda o projeto Cultura e Renda: Preservação e Difusão da Renda de Bilro (2008), realizado no Morro da Mariana – Piauí, com patrocínio da Petrobrás Cultural.

Apoio Cultural
INSTITUTO HARMONIA NA TERRA
JEQUITIBÁ CULTURAL
MUSEU DO LIXO
PONTO DO PÃO
RESTAURANTE CENTRAL
HOEPCKE BORDADOS
CASAS DAS MÁQUINAS/FFC
CENTRO DE REFERÊNCIA DA RENDAS DE BILRO DE FLORIANÓPOLIS/FFC

Apoio Institucional
GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE
FUNDAÇÃO CATARINENSE DE CULTURA
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM/MIS-SC
CINEMATECA CATARINENSE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA/UFSC
PROJETO FORTALEZAS/UFSC
FUNDAÇÃO CULTURAL FRANKLIN CASCAES


Auto retrato de Sandra Alves e Vera Longo pro Fricine

AÍ VAI O NOSSO AUTO-RETRATO ENVIADO AO FRICINE, 4º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA SOCIOAMBIENTAL DE NOVA FRIBURGO/RJ REFERENTE AO PRÉMIO DE MELHOR LONGA METRAGEM’ – TROFÉU ALCANTAREA IMPERIALIS AO NOSSO FILME DOCUMENTÁRIO ‘PERCEPÇÃO DE RISCO, A DESCOBERTA DE UM NVO OLHAR’.

http://www.fricine.com.br/pt/